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TUDO QUE CAI NA ÁGUA VOA

O fascínio do esquecido me atacou. Coleções de imagens fora de mim, longe de minha família, distante de tudo que sou. Perto, somente os insetos. Mulheres que, como eu, sobrevivem ao tempo, mesmo que não o superem. Luz e sombra definem um retrato, mas a vida as mistura. A imagem posada, a dureza, a vida na morte, a memória do que não vivi; porém vejo. Sem rosto, não há pessoa. Sou eu, é você e, quem sabe, nós. 

Desatá-los, soa improvável. Quando a identidade se apaga, tudo que cai, na água voa.

EVERYTHING THAT FALLS INTO WATER FLYS

The fascination of the forgotten assaulted me.

Collections of images outside of myself, away from my family, distant from everything I am. Only insects nearby. Women who, like me, survive time, even if they do not overcome it. Light and shadow define a portrait but life blends them together. The posed image, the hardness, life in death, the memory of what I did not experience; but can see. Without a face, there is no person. Me, you and, maybe, us.

Untying them seems unlikely. When identity is erased, everything that falls into the water flies.

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Nessa série me dedico a trabalhar com apropriação de imagens e fotografias que retratam a memória no feminino do século XIX, promovendo intervenções artísticas nas imagens.

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